segunda-feira, 9 de junho de 2014

Suicida




Os filhos do desconhecido voltaram
Após o descansar da fria sepultura.
As pobres almas perjuras
Cujo destino já fora escrito.

E assim padece o espírito
Dos que foram queimados injustamente.
Pobres crianças inocentes
Apedrejadas à morte certa,

Que vem antes que a corda aperta
No pescoço dos enforcados...
Mártires amaldiçoados
Reencarnando o mal vivente.

A ferida se abre e não sente
Aquele câncer intocado,
Que assola todos os condenados
A uma sentença sem veredicto

Que dê um fim ao espírito maldito.


An. P. Maciel

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