Tristes olhos verdejantes
Desmanchando-se em ácido
Sobre a pele flamejante
Desse rosto tão pálido.
Diluindo o choro tão
incessante,
Corroendo a garganta como
veneno.
Que à cada lágrima
borbulhante
Marca à fundo o semblante
sereno.
A dor que fica é irritante
De cada cicatriz inflamável,
Devorando a ferida num
instante
Desfazendo-se do sangue
intragável.
O olhar agora vago e
conflitante,
Absorto em paisagens
distorcidas,
Derramando as mágoas num
silêncio gritante
De cada lembrança vivida.
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As íris antes brilhantes,
Agora frias em nuances
sombrias
São rubras como o fogo
irradiante
De intensa melancolia.
An. P. Maciel

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