Palavras perdidas
Numa organização ritmada.
Palavras sem rimas,
Mas, em versos , desordenadas.
Tinta azul
Derramada no papel
Em riscos e letras desenhados
Formando aquele pedaço de céu.
É assim que me esqueço,
Nesse submundo em que componho,
Que me acho e recolho
Meus pedacinhos de sonhos.
As palavras queimando como ácido;
Derretendo meu coração machucado;
Adoçando minha boca sedenta
De um poema declamado.
Por um momento,
Quando foleio o caderno,
A dor voa longe,
Ocupando o espaço externo.
Mas logo depois eu o fecho,
E ela volta com a mesma intensidade
Antes dera fosse páginas arrancadas
Do meu caderno de animosidade.
Me enclausuro aqui e fico
Por entre essas páginas sombrias,
Sinto as pálpebras pesarem
E os sonhos tornando-se meus guias.
Desse mundo fantasioso
Da minha preciosa imaginação
Que me leva longe desse mundo
Cheio de solidão.
Esse é meu singelo refúgio;
Meu lugar solitário para descansar
Meus pensamentos e sonhos perdidos
Ansiosos por deixa-los voar.
An. P. Maciel

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