sexta-feira, 2 de maio de 2014

Pequeno refúgio




Palavras perdidas
Numa organização ritmada.
Palavras sem rimas,
Mas, em versos , desordenadas.

Tinta azul
Derramada no papel
Em riscos e letras desenhados
Formando aquele pedaço de céu.

É assim que me esqueço,
Nesse submundo em que componho,
Que me acho e recolho
Meus pedacinhos de sonhos.

As palavras queimando como ácido;
Derretendo meu coração machucado;
Adoçando minha boca sedenta
De um poema declamado.

Por um momento,
Quando foleio o caderno,
A dor voa longe,
Ocupando o espaço externo.

Mas logo depois eu o fecho,
E ela volta com a mesma intensidade
Antes dera fosse páginas arrancadas
Do meu caderno de animosidade.

Me enclausuro aqui e fico
Por entre essas páginas sombrias,
Sinto as pálpebras pesarem
E os sonhos tornando-se meus guias.

Desse mundo fantasioso
Da minha preciosa imaginação
Que me leva longe desse mundo
Cheio de solidão.

Esse é meu singelo refúgio;
Meu lugar solitário para descansar
Meus pensamentos e sonhos perdidos
Ansiosos por deixa-los voar.

An. P. Maciel


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