A doença possuiu seu corpo fantasmagórico,
mas cansada... ela ainda insiste
Apesar da pouca idade,
seu rosto parece estragado.
Depois de tanto sofrimento,
seu corpo está quebrado,
mas sua alma continua intacta.
Não há nada que se possa fazer agora,
a ferida é grande demais
e impossível de se fechar.
Em seu mundo solitário ela vaga,
sem um rumo e sem esperanças.
Não se importa com o que acontece ao seu redor,
já que ninguém se importa com ela.
Ela simplesmente rasteja como um verme.
sendo guiada apenas
pelo desejo mórbido
de que tudo isso tenha um fim algum dia.
An. P. Maciel

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