terça-feira, 20 de agosto de 2013

Rose




Diga-me Rose, por que?
Por que me apunhalou?
Por que afugentar-me,
Sem piedade,
Nos espinhos do seu amor?


Tristes lágrimas que te regam
Banhando tuas pálidas mãos .
São somente minhas.
Essas lagoinhas
De lágrimas de solidão.

Por que calar-se?
Se tudo que eu queria era te ouvir
Nenhum sussurro
Nenhum murmúrio
Som algum sai de ti.

Por que Rose, iludir-me?
Se no final, tu desistirias
Deixando-me aqui nesse pranto
Sem encantos
De todo o amor que eu sentia.

Aqui nesse maldito túmulo,
Nessa maldita tarde chuvosa
Esse é o triste fim.
Carregarei espinhos dentro de mim,
E para ti Rose, uma rosa.

An P. Maciel


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