No andar mais alto da torre dos meus pesadelos
vultos maléficos acompanham os meus passos.
Por toda a parte,
caveiras assustadoras hipnotizadas pelo medo.
Seres grotescos se rastejam aos meus pés
implorando por minha Alma.
A escuridão me cobre com sua luz sombria.
As paredes derramam o sangue
de todos aqueles que foram esquecidos.
Por todos os cantos,
uma alma perdida.
Por todos os lados,
o grito da agonia de todos os mortos.
O desespero a dor...
Lágrimas amargas escorrem pelo meu rosto.
Maldita torre,
a prisão de todos os espíritos confusos.
O calabouço de todos os corpos mutilados e apodrecidos.
O túmulo que que me condena a nuca mais ver
a luz dia e o brilho da noite.
(...)
An. P. Maciel
Nenhum comentário:
Postar um comentário