quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O grito desesperado de um Morto



O sangue quente corre por suas veias mortas,
fazendo bater seu coração partido,
que ouve gritos de mil lamentos 
e pensamentos, nostálgicos, sombrios.
Vinde a ela, a esperança desfalecida,
a deixando cair em letargia
e a agonia de mil corpos sem vida.
Abandonados na noite escura,
em covas rasas.
Desconhecidos clamores.
Seus carrascos ainda vivem,
devoradores de inocência e  medo.
Tristes almas aprisionadas,
que ainda vivem,
em um mundo que é só delas.
Onde tudo se repete
e as lembranças ruins não são esquecidas.
Onde o violador de corpos habita.
A justiça é um sonho de uma palavra
e a vingança não trará essas almas de volta.
Nem mil reza,
nem mil velas acesas.
Onde o medo é maior que a fé
e a treva é tão grande que ofusca o sol,
não há nada a se fazer,
a não ser chorar.

An. P. Maciel



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