Uma sensação de pânico
Invade o meu quarto,
Meu coração bate, quase parando...
Sinto o meu corpo ensanguentado.
Todas as memórias,
Aos poucos foram esquecidas.
E o que me restava de esperança,
Covardemente foi pedida.
Pensamentos vazios,
Habitavam minha mente.
Esses pesadelos ruins,
Perseguem-me eternamente.
Com esse desejo insano,
Meus pulsos foram cortados.
Deixei os meus sonhos de lado,
Todos dilacerados.
Viver sem esperança
Não tem o menor sentido,
A morte invade nossas mentes,
Tentamos o suicídio.
Deitada aqui nessa cama,
Vejo minha vida passando,
Tão devagar sobre os meus olhos...
Não estou mais respirando.
Finalmente o sangue pára de escorrer
E, finalmente, a dor foi-se embora.
O frio invade meu corpo,
A morte me devora.
Agora me juntarei aos outros,
Os indignos de um funeral,
Sobre o freezer congelado
Desse maldito hospital.
Meu corpo agora mutilado
Nesse imundo necrotério,
Como um sem nome será jogado,
Num sombrio cemitério.
An. P. Maciel

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