segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Cortes - Insanidade




Mais uma vez, sinto-me presa 
a um imenso vazio dentro de mim.
E, mais uma vez, sinto essa vontade insana
de rasgar a minha pele.
Esses cortes não se fecham,
são imensas feridas que se abrem cada vez mais,
com mais força e vontade
de me fazer sentir culpada.
Estou refugiada,
presa no meu inferno interior,
sem a chave de escape.
Sinto ódio por todos
e por mim mesma.
Infelizmente, agora, a dor não pode mais
amenizar a minha dor
e as lágrimas não podem mais
lavar a minha alma,
meus olhos secaram com o tempo.
Agora sou um deserto,
totalmente seca,
sem mente e sem espírito.
E, mais uma vez, mutilo a minha pele,
e meu sangue escorre, e escorre... Escorre.
Não há mais para onde escorrer,
E o meu coração pára, e pára...

An. P. Maciel

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