Nesse mundo miserável,
que atrofia minha mente
e congela meus pensamentos,
sinto-me presa a um imenso sepulcro
úmido e obscuro.
Os cheiros fortes de velas derretidas
impedem que eu respira,
e todos esses lamentos de pessoas,
que eu nem sequer lembro-me de conhecê-las,
fazem com que a minha angústia
penetre nas minhas artérias
e volte com um odor, insuportavelmente, podre.
Não sei explicar o que está havendo comigo
e, também, não sei se são lágrimas ou chuva,
sei apenas que, finalmente,
minha alma está livre desse pântano,
que por toda a minha existência,
afogou-me em sua lama imunda e pútrida.
Estou livre, finalmente, livre desse mundo
que mais parece um abismo
onde eu estive caindo por todo esse tempo.
An. P. Maciel

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