Eu triste e solitária, anoiteço
Ele sozinho e sempre,
amanhece.
Antes que ele retorne,
adormeço
Quando não me encontra, ele se
entristece.
Eu cercada por tantos outros
Sinto-me vazia.
Ele tão sozinho, ainda assim
sorria.
Um sorriso iluminado
Que qualquer tristeza engolia.
O meu era sempre triste
Porque nunca o via.
Tentamos um pacto,
Mas não dera certo,
O tempo era curto e o destino
incerto.
O beijo que trocamos
Só durou um segundo,
Logo veio o desespero doloroso
e profundo.
Eu só irradio tristeza para
todo esse mundo.
Ele irradia encantos e mesmo
aos prantos,
Com aberta chaga,
Ele forte, engole as lágrimas,
Nunca se apaga.
Eu, fraca, me encolho e me
escondo,
Em passos curtos, me vejo
girando
Por caminhos sombrios,
Pois sem ele tudo é escuridão.
Ele, sempre tão galante, me
enaltece,
Principalmente quando
entardece,
Desejando, somente, tocar-me
as mãos.
Sempre que vejo no anoitecer o
arrebol,
Contemplo por um segundo
Meu grande amor, o Sol.
An. P. Maciel

Nenhum comentário:
Postar um comentário