quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O Oposto De Mim



Eu triste e solitária, anoiteço
Ele sozinho e sempre, amanhece.
Antes que ele retorne, adormeço
Quando não me encontra, ele se entristece.
Eu cercada por tantos outros
Sinto-me vazia.
Ele tão sozinho, ainda assim sorria.
Um sorriso iluminado
Que qualquer tristeza engolia.
O meu era sempre triste
Porque nunca o via.
Tentamos um pacto,
Mas não dera certo,
O tempo era curto e o destino incerto.
O beijo que trocamos
Só durou um segundo,
Logo veio o desespero doloroso e profundo.
Eu só irradio tristeza para todo esse mundo.
Ele irradia encantos e mesmo aos prantos,
Com aberta chaga,
Ele forte, engole as lágrimas,
Nunca se apaga.
Eu, fraca, me encolho e me escondo,
Em passos curtos, me vejo girando
Por caminhos sombrios,
Pois sem ele tudo é escuridão.
Ele, sempre tão galante, me enaltece,
Principalmente quando entardece,
Desejando, somente, tocar-me as mãos.
Sempre que vejo no anoitecer o arrebol,
 Contemplo por um segundo
Meu grande amor, o Sol.


An. P. Maciel

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