Ele não era bonito,
Mas tinha um sorriso que
enfeitiçava.
Um semblante tão meigo,
Que a qualquer um
encantava.
Seu cheiro agridoce,
Que por todos os poros
exalava,
Deixando minha imaginação
livre
Sempre que se aproximava.
Ele não era bonito,
Mas tinha um toque suave,
Cheio de delicadeza.
Todos os gestos eram tão
singelos
E de uma profunda simpatia,
E mesmo lhe faltando
beleza,
Todos queriam sua
companhia.
Não tinha nada, mas possuía tudo.
Tinha um olhar com a pureza
da infância,
Possuía um jeito novo de
ver o mundo
E apesar de todos os
infortúnios,
Era um homem sortudo,
Não possuía ganância.
Ele não era bonito,
Mas cultivava sonhos e
esperança
E apesar de já ser um homem
feito,
Sem nenhum traço da adolescência,
O rosto marcado pelo
sofrimento
E todos os anos de
experiência
Ainda possuía os traços de
criança.
Ele não era bonito,
Mas, ainda sim, me
encantava.
Não mandava flores,
Porque não queria
machuca-las,
Mas ouvia, pacientemente,
tudo que lhe falava.
E não faltavam palavras
doces; nem meigas;
Nem canções a mim
dedicadas.
Ele não era bonito,
Mas era o homem que eu
amava.
E sim, ele ainda cultiva os
sonhos
Mesmo sendo distantes.
E mesmo não fazendo mais
parte dos meus planos.
An. P. Maciel

Nenhum comentário:
Postar um comentário