São um em dois,
Dois em um,
Dois patos namorando na lagoa,
Duas rolinhas a brincar pelo ar.
O palpitar que ao longe ecoa
Vem de dois órgãos,
Em um só,
À tamborilar.
Dois astros no céu
Um reflexo no mar.
Duas mãos entrelaçadas,
Duas crianças a sonhar.
Almas unidas em vidas passadas
Ansiando o momento
De, enfim, se encontrar.
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São dois olhos a chorar,
Uma respiração entrecortada
De um coração isolado
Que não sabe o que é amar.
Um pulso sedento por sangue
Que vem para libertar
Esse alma ímpar
De todo o resto par.
An. P. Maciel

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