Encontro-me agora,
afundada,
Magoada em lágrimas
sem fundamento,
E por mais que eu
insista ou sinta,
Minha cabeça ainda
dói e não sai
Nenhum resquício de
pensamento.
Nada! Palavras
soltas pelo ar
Que perdem-se no
vento.
Passa-se o tempo. Tanto
tempo!
Horas soltas,
revoltas nesse momento
Que me perco, sem
poder lembrar,
Nesse frio
esquecimento.
E tudo dói por
dentro,
Até quando respiro,
E quando me lembro,
Que a dor que fica
sem cessar,
É parte do meu
sofrimento.
E não tem sede ou fé.
Não há nada que
traga
Um pouco de
contentamento
Ou descanso para uma
mente esgotada,
Que nunca vence o
seu próprio tormento ...
Que jamais pára por
nada.
Nem quando os
pensamentos escapam
E as frase terminam
O poema que acaba
sem rimas,
E são tantos nadas
Para preencher a
estrofe sem complementos.
Nesses últimos dias
busco inspiração.
Em vão!
Os minutos passam
tão lentos,
E a única certeza
que tenho -
É que meu coração se
encontra
Retalhado em
milhares de fragmentos
Tão invisíveis
quando um átomo
E o núcleo sou Eu.
An. P. Maciel

Nenhum comentário:
Postar um comentário