De todos os meus pequenos tesouros escondidos,
somente um encontra-se destrancado
no lado de dentro do meu coração descoberto.
Não é o sorriso afável a mim lançado,
tão pouco aquele beijo roubado dos meus lábios
(quando, absorta, em meu mundo me esquecia.),
mas aqueles olhos de um sol sereno
nublando aquele semblante austero,
afogando os meus medos na tempestade salgada
daquelas doces lágrimas de alegria.
Não era um adeus rogado aos ventos,
era um suspiro vermelho tingido em seu peito.
Aquele ardor silenciado e engolido num fôlego
sofrido,
e ainda rolava, na calmaria do momento, por meus
dedos
uma lágrima, intrusa, que se resguardara por
dentro.
An. P. Maciel

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