sábado, 24 de agosto de 2013

Um Conto de Bruxas




Tranquei-a no andar mais alto da torre
Para que ninguém pudesse machuca-la.
E todas as vezes que eu olhava no espelho,
Era o seu rosto que eu enxergava.

E se por uma mordida,
Ela caiu letárgica, então,
Foi por não ouvir minhas únicas palavras:
"Não coma o meu coração."

Este, outrora, fora envenenado
Por uma fada cruel, cheia de despeito
Que o arrancou, covardemente,
Para fora de meu peito.

E toda aquela tristeza escondida,
Pelo rancor fora devorada
E a princesa órfã de amor,
Perdeu tudo e mais nada.

Até que aquele, no cavalo branco,
Digno do trono no mais alto escalão,
Ofereça, sem querer nada em troca,
Numa bandeja de prata seu coração.

An. P. Maciel 

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