segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Ódio




A dor é forte, mas continuo de pé.
Sem mais fé, sigo em frente
Sem nada para importunar a minha mente,
Alimento-me de ódio...

Esse ódio que arde em meu peito,
Dominando-me de tal jeito, corroendo a minha alma.
Infernizando, tirando a minha calma.
Tomando conta das minhas emoções...

Não queria sentir esse sentimento imundo,
Tão profundo, quase pode me controlar.
Estou sem forças, não posso mais lutar
E o que eu temia aconteceu...

Já não controlo os meus atos,
De fato, esse ódio me corrompeu.
Toda a dor desvaneceu
E o que me resta agora são apenas lembranças...

Lembranças de quando Eu era criança,
Cheia de esperança, por qualquer motivo sorria.
Hoje fico presa nessa nostalgia
E sem motivo algum para sorrir.

An. P. Maciel

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