Meu fiel amigo,
Que está sempre comigo
Nos meus dias tristes e solitários.
Só a ti confidencio meus segredos,
Tu conheces todos os meus medos,
Ocultos e enterrados.
É por ti, que na noite escura,
Anseio pela tua ternura,
Pelos teus braços que estão a me envolver.
É somente a tua companhia,
Que me traz um pouco de alegria,
Que me dá um pouco de prazer.
Oh, meu amigo sem face,
Não permita que meu coração despedace
Pela falta de amor!
Por estar tão sozinho,
Preencha-o com seu carinho,
Conforte-o com seu calor.
Ah, meu doce amigo secreto,
Acompanha-me por vales incertos,
Onde ninguém ousaria seguir!
Como gostaria que tu fosses real,
Para, assim, não temer nenhum mal,
Que queira me destruir.
Por onde vamos, somente eu te vejo
E o meu, mais latente, desejo;
É que todos saibam que tu segues comigo.
E assim vou vivendo essa clausura,
Que me leva à loucura,
Tendo o nada como único amigo.
An. P. Maciel

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