Caminho pelo reino das sombras,
Sozinha e desampara,
Triste e amargurada.
Sem desejo algum de existir.
Levando apenas este corpo inútil,
Com esses pulsos cortados
E o coração despedaçado,
Que já não sabe o que é sentir.
Meus olhos que só enxergam o vazio
E refletem minha alma dolorida,
Me abrindo essas feridas.
Grito de dor, mas nem Eu consigo ouvir.
Tanta dor, em meu peito, suporto
Que nem mesmo um demônio suportaria,
Sepultei minha alegria.
Jaz aqui minha vontade de sorrir.
Meu corpo pálido foi banhado
Por minhas lágrimas ensaguentadas,
Teimosas, amaldiçoadas,
Que, nem mesmo esse desespero, conseguem destruir.
E assim contemplo os meus dias
Rastejando pelo chão,
Passando minhas noites de solidão
E que a morte chegue ao dormir.
An. P. Maciel

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