Carrego no peito um vazio
Mais sombrio que a escuridão.
Como pode esse algo de nada existir,
Ser maior que a imensidão,
Caber, tranquilamente, cheio de espaço,
Dentro do meu coração?
Esse buraco medonho
Deixa-me tão apavorada,
Que a dor já não é tão dolorosa,
Quanto o existir sem sentir nada.
As lágrimas caem, involuntariamente,
De uma Alma anestesiada.
Tenho um vazio no peito
Mais profundo que as águas do mar.
É como um céu noturno sem estrelas.
É como um barco sem porto para ancorar.
Um coração vazio, cheio de amor,
Sem ter a quem amar.
An. P. Maciel

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