No silêncio de cada madrugada,
Ventos de dor são sussurrados.
Um calafrio envolve seu corpo,
Ela tenta se esconder no seu cobertor gelado.
E o ponteiro do relógio,
Quase sem movimento,
Marca a exata hora
Que se inicia o seu tormento.
Onde tudo fica escuro,
Quando os sonhos vão embora,
Ela sustenta o pesadelo
Com esse monstro que a devora.
E vão embora lágrimas de inocência
Dessa pobre criança violada,
Corrompida por olhares tão cegos
Que assistem a tudo sem fazerem nada.
An. P. Maciel

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