Lamentando à própria sorte,
Medito neste espaço vazio.
Oh, como espero que a morte,
Cubra-me com seu manto frio!
Entalada com meu próprio grito,
Agonizando essa melancolia,
A morte traz seu cruel gemido
E sua fúnebre melodia.
Essa fúnebre melodia
Que não me canso de escutar,
Mas espero que um dia
Essa dor hei de passar.
Deitada aqui neste leito,
Neste exato momento,
A nostalgia rasga no peito
E desfaz-se em meu pensamento.
A muito tempo eu espero
Por essa hora final,
O momento que tanto venero,
Meu sombrio funeral.
An. P. Maciel

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