Sinto-me derrotada
Com esse desejo insano,
Desperdiçando minhas lágrimas
Nesse sentimento profano.
Vejo você tão perto
Meus olhos enchem-se de melancolia,
A tristeza corrói-me até os ossos
Paixão doentia.
Afogo-me em você,
Seu olhar me estremece
Com esse seu jeito meigo,
Seu toque me entorpece.
Sua beleza me confunde,
Seu cheiro me asfixia,
Seu sorriso me hipnotiza
Paixão doentia.
Preciso possuir-te logo
A qualquer custa, a qualquer preço.
Se não morrerei aflita
Ou então enlouqueço.
Já nem penso direito,
Sofro de de noite e de dia,
De alguma forma estou morrendo
Paixão doentia.
Maldito desejo insano
Caia fora da minha mente,
Você deixou meu corpo ferido
E meu espírito doente.
Não suporto essa angústia
Ser seguida por essa agonia,
Tudo vira tortura
Paixão doentia.
Meu coração que antes
Se encontrava petrificado,
Hoje bate sem parar,
Tão rápido, acelerado.
Sua presença me atormenta
Tanto que me arrepia,
cansei de sofrer
Paixão doentia.
Não ter-te aqui
Paro de respirar.
Sou capaz de tudo,
Até mesmo me matar.
An. P. Maciel

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