Lá fora a chuva cai
Enquanto minha tristeza deságua
Por minhas trêmulas mãos.
Em minha boca, somente o silêncio sai.
Meu coração, que esta afogado em mágoas,
Cai em mil pedaços no chão.
O frio que exala nesta cortinha sombria,
Que devora este corpo fraco e sem vida
Com um melodia pavorosa e forte.
Este medo sinistro que me trás agonia,
Que faz reaparecer antigas feridas,
É o chamado esquecido da sublime morte.
Tento resistir, mas em vão.
O chamado é mais forte que Eu
E sinto, somente, dor.
No desatino de cada solidão,
Meu mundo escureceu
Por tanto dissabor.
Minhas pálpebras inundadas
Descansam num sono profundo,
Onde não há tempo para sonhar.
Minh'alma está abandonada
Em algum lugar no submundo,
Sem ter quem a salvar.
Rezo a Deus, inutilmente,
Implorando por uma cura,
Mas não há quem me liberte desse tormento.
Perdida em meu subconsciente,
Que me leva no delírio da loucura,
Buscando na morte a solução pro meu sofrimento.
An. P. Maciel

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