quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Noite II



As luzes se apagam e,
Finalmente, as sombras tomam seu lugar.
A lua tão bela me faz companhia
Na escuridão que quer me afugentar.

O som da noite é tão sereno,
Calmo e, ao mesmo tempo, pavoroso
Que essa doce melodia me leva
Para algum lugar perigoso.

Levada pelo silêncio,
Que grita em minha cabeça,
Viverei tranquilamente
Antes que o sol apareça.

E por alguns instantes,
A noite esconderá essas feridas,
Que por onde quer que eu ande,
Estarão sempre aqui, escondidas.

An. P. Maciel

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