quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Vermes



Passamos a nossa vida
Construindo impérios,
Mas ao final de tudo,
Só nos resta o cemitério.

No caixão não cabe tudo,
Cabe apenas um corpo frio,
O túmulo a última casa,
Para abrigar um ser vazio.

Hoje somos os bons
Com nossos castelos de flores,
Mas amanhã não passaremos
De meros roedores.

Quando tenho sou a tal,
Sou querida, sou estrela.
Quando não tenho sou esquecida,
Viro gata borralheira.

Mas de nada vale à pena
Desinfectar as nossas mãos dos germes,
Se ao final de nossas vidas,
Seremos comidos por vermes.

An. P. Maciel

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