terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Tenra Infância

(N/T: Ando sem inspiração esses últimos tempos, então nada que presta sai da minha cabeça... Aliás, nunca saiu algo que prestasse.)



Escrevi tão singela poesia
À uma alma que sofria,
Relembrando um passado distante,
Vivenciado por esta delirante
E que o tempo não trazes mais.
O que antes, em sua tenra infância,
Perdida em sonhos de criança,
Restaram somente pesadelos infernais.

Estou condenada à uma cela funda
Nas profundezas de minha mente imunda,
Morrendo um pouquinho a cada alvorecer,
Implorando pela morte ao entardecer...
Blasfemando injúrias ao Deus Humano.
A menina já não respira mais,
Seus sonhos ficaram para trás,
Retalhados como um pedaço de pano.

E a alma rancorosa e farta,
Não se esvai e ainda que parta
Deste corpo inútil, em estado deplorável,
Que não recebeu nenhum gesto afável,
Apodrece um pouco mais a cada dia.
O que antes, em sua tenra infância,
O corpo que era febril em abundância,
Restou somente a pele fria.

An. P. maciel




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