(A uns olhos
azuis que me fazem sonhar.)
No tilintar devagarzinho das horas
E numa canção de ninar, ao longe esquecida
Mais uma
noite se vai esmaecida
Ao regresso
de uma sombria aurora.
Nada tem cor,
tudo me apavora.
Criaturas
cinzas, vejo estarrecida
Quisera eu
estar adormecida
Para
despertar desse pesadelo agora.
Então fecho
os olhos e me perco sonhando,
Por vales
azuis, me vejo caminhando
E me perdendo
nesse fabuloso mundo azul...
Minha
imaginação perigosa nadando contra a correnteza,
Desbravando
florestas, desarmando fortalezas
Caindo num
abismo, imensuravelmente, Azul...
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E para todos
os lados
norte e sul,
Tudo tem cor,
tudo é azul.
Se é
tardinha, logo alvorece,
O céu jamais
anoitece
E a lua nem
se entristece
Pois sei que
está lá...
Em tom de
azul-celeste.
An. P. Maciel

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