sábado, 15 de fevereiro de 2014

Azul




(A uns olhos azuis que me fazem sonhar.)

No tilintar devagarzinho das horas
E numa canção de ninar, ao longe esquecida
Mais uma noite se vai esmaecida
Ao regresso de uma sombria aurora.

Nada tem cor, tudo me apavora.
Criaturas cinzas, vejo estarrecida
Quisera eu estar adormecida
Para despertar desse pesadelo agora.

Então fecho os olhos e me perco sonhando,
Por vales azuis, me vejo caminhando
E me perdendo nesse fabuloso mundo azul...

Minha imaginação perigosa nadando contra a correnteza,
Desbravando florestas, desarmando fortalezas
Caindo num abismo, imensuravelmente, Azul...

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E para todos os lados
norte e sul,
Tudo tem cor, tudo é azul.
Se é tardinha, logo alvorece,
O céu jamais anoitece
E a lua nem se entristece
Pois sei que está lá...
Em tom de azul-celeste.


An. P. Maciel

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