Eu amo tanto
o mar,
Me pus a navegar
Num passeio
tão tranquilo,
Em busca do
horizonte longínquo
Por toda essa
imensidão azul do mar.
Oh, como eu
me entrego
De corpo e
espírito
As
profundezas revoltas do seu olhar.
E me embriaga
a maresia
Assim como o
teu cheiro,
Que me
atormenta noite e dia.
Quero
repousar meu corpo quente
Nessa
esplendorosa névoa fria.
Eu amo tanto
esses beijos sôfregos
Que já
levaram muitos ao naufrágio,
Com seus
suspiros, com seus afagos,
Anseio os
teus lábios sedentos
Até perder o fôlego.
Tu és a lua,
Eu um
barquinho no imenso mar,
Quero tanto
tocar o céu,
Mas não posso
voar,
Quem me dera
ser como o horizonte,
Que aproxima
céu e mar,
Só assim
poderia tocá-la
Sem tirar os
meus pés do lugar.
O mar sem um
barquinho
Não perderia sua
magnificência... Sua viração,
Mas o céu sem
a lua
Padeceria na
solidão.
Não haveriam
mais flores,
Nem cantos,
Tudo
padeceria sem encanto
E os poetas
sem inspiração.
............................................
Eu amo tanto
o mar
E não sei
nadar,
Porque esse é
o meu destino...
É me afogar.
Eu amo tanto,
tanto a lua
Que me beija
nua,
Mas o meu
destino
É jamais ser
sua.
An. P. Maciel

Lindo demais!!
ResponderExcluirrsrs, q bom que gostou. Eu tava com receio em colocar ele pq acho muuuuuuuuuuuuito brega.
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