quarta-feira, 12 de março de 2014

Anjo Caído




No exílio do paraíso,
Repousa o Anjo caído.
Lançado ao desconhecido,
Abandonado à própria sorte.

No exílio do paraíso,
Governa o anjo da escuridão.
Desertou da própria criação,
O herdeiro das profundezas da morte.

Tão longe de casa,
Por seu Pai esquecido,
Descansa o anjo caído.
Vagando por caminhos perigosos.

Tão longe de casa,
Sem nenhuma proteção,
Ignorado por seus irmãos,
Seguido por olhos furiosos.

Com medo e desespero,
Anda sozinho na noite morta.
Com a culpa de todos os homens nas costas,
Lutando em busca por paz.

Com medo e desespero,
Enraizado com a miséria infinita,
Com os pecados de tantas almas aflitas,
A estrela da manhã não brilha mais.

An. P. Maciel


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