No exílio do paraíso,
Repousa o Anjo caído.
Lançado ao desconhecido,
Abandonado à própria sorte.
No exílio do paraíso,
Governa o anjo da escuridão.
Desertou da própria criação,
O herdeiro das profundezas
da morte.
Tão longe de casa,
Por seu Pai esquecido,
Descansa o anjo caído.
Vagando por caminhos
perigosos.
Tão longe de casa,
Sem nenhuma proteção,
Ignorado por seus irmãos,
Seguido por olhos furiosos.
Com medo e desespero,
Anda sozinho na noite morta.
Com a culpa de todos os
homens nas costas,
Lutando em busca por paz.
Com medo e desespero,
Enraizado com a miséria infinita,
Com os pecados de tantas
almas aflitas,
A estrela da manhã não
brilha mais.
An. P. Maciel

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