quinta-feira, 20 de março de 2014

O Fantasma




Ontem vi um fantasma,
Nada que me deixasse pasma,
Mas o maldito incidente
Fora o suficiente
Para fazer meu sangue gelar.

Aquela forma espectral
Com um gemido gutural,
Veio sorrateiramente,
Deslizando igual serpente
Fazendo meu coração parar.

Num claro meio oculto,
Avistei aquele vulto,
Que na parede embranquecida
Refletia a forma obscurecida
Daquele ser aterrador.

Os meus sentidos congelaram,
Meus murmúrios se calaram.
Nada ali eu podia fazer,
Não conseguia nem me mover,
Naquele cenário assustador.

E aquela sombra saltava com maestria leveza,
Causando-me certa estranheza,
Ou como se minha presença ali não fosse notada.
De minhas íris perturbadas
Ele parecia completamente absorto

E aquela sombra chegara mais perto,
Com um receio meio incerto,
Como minha imaginação, de fato,
Pois a assombração era o maldito gato
Que brincava com um rato morto.

An. P. Maciel



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