quinta-feira, 3 de abril de 2014

Até que a morte os separe




Um amor a segunda vista
(A primeira ela estava com conjuntivite).
Suspense no ar,
Pássaros cantando,
Olhares que se cruzam...
Coração acelerando,
O desejo tomando conta do corpo.
O cupido, finalmente, fizera um trabalho direito.
As bocas se tocam,
Borboletas no estômago.
Um emocionante passeio de carro,
Nas altas horas da noite proibida.
Mais suspense no ar.
O nervosismo controlando a situação.
O carro pára,
As mãos se encontram,
Se enlaçam.
Os olhares falam por si só.
O suor desce frio,
O beijo acontece.
E o resto podemos imaginar...

Enjoos, desmaios,
Medo...
A notícia,
Uma gravidez,
Pai furioso.
O pedido.
O medo do sogro.
Um anel caríssimo,
Um belo vestido...
O casamentos dos sonhos,
As fadas as madrinhas,
Sufocação,
Gravata apertada,
Mãe furiosa.
Casamento obrigado,
Calor dos infernos.
A noiva tão bela,
O coração pára,
O noivo desmaia,
Uma grande comoção.
Gritos e chingos,
Deus ouviu suas preces.
A cerimônia não pára,
As alianças apertadas,
Flores despetaladas.
Viagem sem volta...

......................................................................................

Agora vêm os filhos,
Os ofícios.
A chateação.
Vizinhança barulhenta,
Sogra rabugenta,
A decepção.
Os olhos não se enxergam,
A cama pequena,
As mãos tão distantes,
O castelo desaba...
A separação.

Sozinha no parque,
Tardinha serena,
O céu colorido,
Um perfume sedutor.
Olhos que se cruzam,
Coração acelerado,
Os pássaros cantam...
Tudo de novo
Maldito amor.




An. P. Maciel

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