Um espírito clama por liberdade...
Por um único pecado perdi a vida.
Por um mísero pecado amarguei na dor.
Dor corrosiva como sal e a ferida
Destroçando por dentro sem medo ou pudor.
O caminho era certo,
Mas os passos errados
Por um único pecado...
Por um único pecado amaldiçoei minha Alma
A uma estadia infinita no inferno,
No escuro sozinha sem qualquer vivalma
Que acalente meu corpo do inverno eterno.
E nada mais justo
Que o injusto sem perdoado
Por um único pecado...
Por um único pecado me deram as costas.
Por um mísero pecado riram de minha
desgraça.
O jogo era perdido, mas fizeram suas
apostas
Deixando para trás meu corpo às traças.
Dias gloriosos eu quero para mim,
Mas não posso voltar ao passado
Por um único pecado...
E se fosse para deter o ódio com o amor
E as mágoas com um âmago sorriso?
Não haveriam mais mortes para sanar a dor
Pois a terra seria o paraíso.
As noites não têm fim
Para um ser angustiado
Por um único pecado...
Por um único pecado macularam minha
memória.
Por um mísero pecado profanaram minha
sepultura.
Riscaram o meu nome da minha própria
história
Como se Eu fosse um esboço de uma horrenda
gravura.
Se até o filho de Deus
Fora crucificado
Por um único pecado...
O mundo é cruel com as almas errantes e
arredias.
O justiceiro não sangra, seu pecado não
pesa.
Sua vida é ditada por um livro que eu lia
Que aprisiona a todos entre salmos e rezas.
O mal já está feito,
Impossível para ser reparado
Por um único pecado...
Reneguei a Deus em um único pecado
De ser dona da minha carne enfraquecida,
Destruindo meu corpo já desolado
Como num aborto dizendo: Não à vida.
An. P. Maciel

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