Meu corpo está quebrado.
As cicatrizes somem,
Mas surgem constantemente
Nos momentos mais
inapropriados.
Sinto meu coração doente,
Talvez tenha parado.
Os machucados inflamam
E sangram,
Partindo-me em pedaços.
Todos os meus desejos se
dissiparam,
As promessas foram rompidas
Dos laços de sonhos
esquecidos.
Minha carne apodrecida
Com cortes profundos e vivos.
Meus sentimentos estão tão
desgastados,
E cansados.
Talvez já não existam
Ou talvez eu tenha
deixado-os de lado,
Abandonados num canto
Como um objeto sem dono.
E abrem-se mais essas
feridas
Tornando minha alma mais
dolorida,
Por ser assim tão só
Nesses dias tão atordoados
Que dilacera-me sem cuidados
Transformando minha vida em
pó.
A esperança se foi
E não há nada mais a ser
dito,
Minhas emoções entram em
conflito
Como um mal a ser reparado,
Já não tenho mais jeito
Tudo está perdido
E meu espírito condenado.
An. P. Maciel

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