Pedaços do céu caindo
Em minhas mãos vazias,
Ouço um sussurro suave no
vento
Como se entoasse uma
melodia.
As folhas secas do outono
caindo
Bailando em perfeita
sincronia
Que, rápido, batem ao chão
Distorcendo a sinfonia.
Pássaros do sul caindo
Incolores ao luz do dia,
Parecendo aves de gelo
dançando
Na tosca coreografia.
Borboletas sem asas caindo,
Nessa minha fábula de
distopia,
Parecem voar ao vento –
Na minha mente doentia.
Mais um corpo caindo,
Debatendo-se em agonia,
De braços dados com a morte
Numa valsa sombria.
An. P. Maciel

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