Quando olho no espelho,
vejo um olhar além do meu,
uma pele sobreposta na
minha.
Sinto que há alguma coisa
aqui dentro,
corroendo, querendo sair.
Ou, talvez, seja um Eu que
não conheço.
Eu sei que é somente o
espelho,
ou o reflexo da minha mente
insana.
Os pensamentos gritam,
o parasita alimenta-se de
mim,
entrando fundo, além da
carne
distorcendo tudo à minha
volta.
E sinto-me arrebatada às
profundezas da morte.
Dizem que os olhos são o
espelho da alma,
então, todas às vezes que me
olho no espelho,
vejo essa coisa habitando
os meus olhos.
Confundindo, dominando...
A força benigna que
trancafiei
para que o mal em mim
pudesse fugir.
An. P. Maciel
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