Nas doces canções de ninar
Que me embalava
Ou nos contos de fada
Que encantava,
Me encolhia em seus braços
A cada bailar de voz
Que, há tanto,
Eu ansiava.
Não haviam monstros
Que me causassem temor,
Nem machucados
Que me causassem dor,
Pois um beijo singelo
A tudo curaria.
Sonhos ruins
Não me perturbavam
Nos braços
que me embalavam,
A noite era profunda
E de intensa calmaria.
É um querer bem
Mais que tudo.
Por ela, só por ela
Eu mudo,
Sem nunca deixar
De ser quem eu sou.
Mesmo por toda
A desobediência,
Ou pelos caminhos
De má influência,
Ela estará sempre lá
Pronta para me dá amor.
O tempo passa,
Crescemos
E ela é a única que não
percebe,
Se entristece.
E percebemos
Que ela estava sempre certa.
Se desse para voltar no
tempo
Ou congelar o exato momento,
Que ela parte
Partindo nosso coração.
O tempo exato é o agora,
Enxugue cada lágrima que
rola
Desse anjo sublime
Que tem em mãos.
Por que o céu também
necessita de mãe.
An. P. Maciel

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