terça-feira, 3 de junho de 2014

Do outro lado




Perdida no vale de sombras
E criaturas sem sonhos,
Sinto-me afugentada
Nessa caverna escura,
Como se afundasse a cada segundo
Num abismo estreito e sem fim.
Agora estou só,
Em corpo e espírito.
Sem uma única voz que me console
Ou outras mãos que me segurem.

A luz, que parece vim como um prelúdio,
Me cega... me amedronta,
Mas tenho que atravessa-la.
O caminho é incerto
E o perigo é iminente;
Os receios atormentam,
Mas ficar sozinha é pior que a morte.

Será que...
O que me espera é o inferno?
Ou será o paraíso, como sempre imaginei?!
Essa incerteza cortando-me como lâmina...
Nenhum anjo para me guiar.

E luz se aproxima com mais intensidade,
A sensação que me abraça é relaxante:
Sinto como se estivesse no céu e no inferno ao mesmo tempo.
Vejo os outros espíritos desordeiros;
Ouço seus gritos, lamentos... Súplicas.
Estou só;
Estou com medo;
Estou no Inferno.


An. P. Maciel

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