Perdida no vale
de sombras
E criaturas sem
sonhos,
Sinto-me
afugentada
Nessa caverna
escura,
Como se afundasse
a cada segundo
Num abismo
estreito e sem fim.
Agora estou só,
Em corpo e
espírito.
Sem uma única voz
que me console
Ou outras mãos
que me segurem.
A luz, que parece
vim como um prelúdio,
Me cega... me
amedronta,
Mas tenho que
atravessa-la.
O caminho é
incerto
E o perigo é
iminente;
Os receios
atormentam,
Mas ficar sozinha
é pior que a morte.
Será que...
O que me espera é
o inferno?
Ou será o
paraíso, como sempre imaginei?!
Essa incerteza cortando-me como lâmina...
Nenhum anjo para
me guiar.
E luz se aproxima
com mais intensidade,
A sensação que me
abraça é relaxante:
Sinto como se
estivesse no céu e no inferno ao mesmo tempo.
Vejo os outros
espíritos desordeiros;
Ouço seus gritos,
lamentos... Súplicas.
Estou só;
Estou com medo;
Estou no Inferno.
An. P. Maciel

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