O tempo cura
tudo,
Exceto o
exato momento
Em que ele
congela
Todo e
qualquer pensamento.
Naquele
fatídico momento,
Em que o
último sentimento,
Que fica e
se alastra por dentro
Onde a perda destrói tudo
Sem nenhum
alento
E congela
assim,
Como um doce
tormento,
Esse maldito
tempo.
Que sábio,
sem discernimento
Leva tudo
como plumas no vento,
Mas não leva
o que é desnecessário,
A dor fincada em meu peito.
Tempo,
maldito tempo
Deixa a
morte, esse anjo agourento
Levar-me
para longe
Desse sofrimento.
An. P.
Maciel

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