Dobrando a
esquina,
No beco escuro,
Sozinho na
praça.
A rua deserta,
O ponto parado,
Prevendo a desgraça.
Os passos já
próximos,
O medo,
O luto.
Olhos gelados
Seguindo teus
passos
Como um vulto.
A raiva não
nega,
A arma não
disfarça.
As mãos tão
atadas,
Os valores
perdidos;
Estatísticas
subindo,
E um corpo à
calçada.
São feitos assim
De sangue os
muros
Das grandes
cidades.
Inundações de
lágrimas,
A raiva que se
alastra
Com seu vírus de
mortalidade.
...................................................................................
Pobre rapaz,
P’ra que toda
essa raiva?
Não sentes o
remorso
Ao fechar os
olhos
Ou quando uma
lágrima
Perde-se nos
destroços?
An. P.
Maciel
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