Os dias são sempre nublados,
Eternos nessa névoa fria,
Vendando os meus olhos molhados
De tanta melancolia.
O desespero entra sorrateiramente
Pela janela, outrora, trancada.
Surge assim tão de repente
Roubando os meus sonhos na madrugada.
Levando na boca o gosto salgado
De um choro, incessante, que caía.
E o travesseiro agora inundado
Sufocando esses gritos de agonia.
A escuridão passa, quase morta
Deixando sombras na aurora pálida.
O desespero sai pela porta
Congelando assim minha pele cálida.
An. P. Maciel

Nenhum comentário:
Postar um comentário