quinta-feira, 3 de julho de 2014

Desespero




Os dias são sempre nublados,
Eternos nessa névoa fria,
Vendando os meus olhos molhados
De tanta melancolia.

O desespero entra sorrateiramente
Pela janela, outrora, trancada.
Surge assim tão de repente
Roubando os meus sonhos na madrugada.

Levando na boca o gosto salgado
De um choro, incessante, que caía.
E o travesseiro agora inundado
Sufocando esses gritos de agonia.

A escuridão passa, quase morta
Deixando sombras na aurora pálida.
O desespero sai pela porta
Congelando assim minha pele cálida.

An. P. Maciel

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