Palavra tão
depressiva essa.
Esse Ser do
passado assemelhado à morte.
A sentença
cruel, exata e proferida
Quando o
esquecimento aproxima-se desenfreado
Numa solitária
nota da canção que silencia,
Na exatidão do
momento em que a vela se apaga
E as flores
murcham na notória vala.
Escurece num
clima ameno de lágrimas,
Lembranças
soltas levadas no vento
Deixando um
triste pensamento aniquilado:
“E como seria se
não fosse e se acaso tivesse sido?”
A beleza
enterrada pelo tempo...
O presente
perpetuado às Eras.
Descansa assim
num sono de sonhos tranqüilos
Onde as palavras
não ferem e não causam constrangimento.
A memória
esquecida nesse curto espaço de tempo
De nunca ter
pertencido,
De não ser.
Era,
Mas nunca será
até aquele momento:
O seu fim para o
começo de uma nova história.
Uma história que
jamais foi sua,
Mas todos
afirmam que era.
An. P. Maciel

Nenhum comentário:
Postar um comentário