Há
quem goste de guardar lembranças
se
prendendo aos fatos extintos do convívio.
Já
outros preferem largá-las
para
que a ausência não seja notada e, rapidamente, esquecida.
Outras
preferem usá-las em objetos carregados de saudade
para
que toda a perda seja amenizada ou para sempre lembrada.
Eu
somente as perco e quando menos as espero me encontram
entre
sorrisos e lágrimas, ou quando tudo é só silêncio.
É
gostoso guardar lembranças (exceto as mais tristes. Essas eu prefiro jogá-las
no lixo.), usá-las para nosso próprio conforto e, apesar de ser doloroso
largá-las,
o
tempo nos traz um pouco de alento.
An.
P. Maciel

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