Sinto meu corpo partido em tantos pedaços
Ligados a uma linha tênue e frágil,
Enlaçados e amontoados
Em todas as pequenas camadas de mim.
É tão nauseante pensar
Que dia após dia
Eu sinto
Um ou mais desses, microscópicos, cacos
Se desenlaçando, se desintegrando e se perdendo
Em todas as minhas toscas pegadas.
Um pouco mais e não restará Nada!
Um pouco mais para desaparecer de Tudo!
Quebro-me todos os dias e ninguém percebe.
Eu percebo?
Cada respirar, o vidro me arranha por dentro.
Um olhar gelado,
Um sorriso mentiroso...
Doces beijos venenosos.
Nada impede que Eu me quebre,
Porque tudo que toco, ficam
Apenas os estilhaços
de Mim...
Estilhaços rasgando dentro e fora de Mim.
An. P. Maciel

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