Meu sangue está doente.
Vermes rastejam por dentro da minha pele,
Absorvendo esse pus que se expele
Por essas feridas dormentes.
Maldito sangue doente, venenoso.
Veias podres, entupidas
Invadidas por parasitas
Tão intragável, asqueroso.
Meu coração está doente
Cada pulsar, uma dor medonha
Chega até os ossos, de tão tamanha
Me deixando inconsciente.
Essas feridas rasgadas sangram tanto
E não cessam, minh’alma é tão sangria.
Há desespero, há dor... Há leucemia
Há uma mulher aos prantos.
Os buracos não cicatrizaram
Há um coração enfraquecido,
Um corpo apodrecido.
Todos os esforços se esgotaram.
An P. Maciel

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